CONFIRA AS INTENÇÕES DE ORAÇÃO DO PAPA PARA O MÊS DE AGOSTO

As intenções de oração do Papa Bento XVI para o mês de agosto têm o foco na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2011 e nos cristãos do Ocidente.

ESTOU EM CRISE DE FÉ! O QUE FAÇO

Não existe solução fácil para problema difícil, mas se você rezar e se for acompanhado por alguém maduro só terá o que crescer.

PRECISAMOS SABER A HORA DE FALAR E A HORA DE CALAR

“Quem me dera que meu povo me escutasse” (Sl 80).

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MCCE promove Marcha contra Corrupção no feriado desta quarta-feira


Amanhã acontecerá a Marcha contra a Corrupção e a Impunidade, em diversas capitais brasileiras. A iniciativa foi organizada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A Associação Brasileira de Imprensa já declarou formalmente seu apoio.
Em Brasília, a Marcha acontecerá na Esplanada dos Ministérios, e já tem presença confirmada de 11 presidentes de Seccionais estaduais da OAB, do presidente nacional da organização, Ophir Cavalcante, e mais de 16 mil internautas.
As marchas contra a corrupção são apartidárias e não admitem a participação de legendas partidárias caracterizadas, mas somente de indivíduos e de entidades não partidárias. Os organizadores não querem que o movimento seja instrumentalizado por qualquer força partidária. Além dessa terceira rodada de manifestações – já houve duas anteriores, sendo a primeira em 7 de setembro – já existe uma ideia, em estudo, de organizar a quarta rodada no dia 15 de novembro, feriado da Proclamação da República.

Evangelização

                      


A condição principal para a evangelização acontecer é se fazer um com aquele que é O Evangelizador. Muitas vezes, a evangelização é tida como uma experiência de métodos, como uma maneira de proceder frente a uma análise social, e essas realidades são difíceis. Mas não podemos esquecer que em todas as épocas foi difícil evangelizar.

Quando olhamos a forma que Paulo anunciou o Evangelho em Atenas ou Roma, vemos que ele teve desafios e, hoje, ainda temos grandes dificuldades, mas não podemos aumentá-las. Não sabemos se estamos dentro de uma sociedade que está em decadência e que vai se erguer, tudo isso foge do nosso alcance.

O que sabemos é o essencial do método: se fazer um, unir o coração com o Evangelizador, que é o Cristo. Aquele que construiu e edificou a Igreja é o Cristo, quando disse a Pedro "tu és pedra e sobre essa pedra eu edificarei minha Igreja".

Ele disse "EU construirei minha Igreja", então é o Cristo, que constrói e a Igreja pertence a Ele.
Qual é, então, a condição para que a evangelização aconteça?
Que no primeiro momento, nós os evangelizadores, sejamos pedras relativamente estruturadas. Quer dizer, nós precisamos ser cristãos sólidos, fortificados interiormente, como São Paulo diz: "fortificai o homem interior". A segunda coisa é estar inteiramente nas mãos do Cristo.

Então, se cada um de nós pertence inteiramente ao Cristo e se minha vida, meu engajamento, meu pensamento, minhas energias, minhas iniciativas são verdadeiramente conduzidas pelo Cristo, guiadas pelo Cristo e dentro da obediência do Cristo, eu estou entre Suas mãos. E a nossa oração de cada noite é "em tuas mãos eu coloco minha vida". Então, nesse momento, Ele vai poder fazer qualquer coisa de nós.

Os grandes desafios da evangelização não são as dificuldades que encontramos na sociedade contemporânea, mas sim nossa questão pessoal em direção ao Cristo. Se eu pertenço verdadeiramente ao Cristo, posso ficar tranqüilo, pois Ele fará um bom trabalho comigo e em mim - Ele fará o que quiser. O que Ele quer eu não sei ainda claramente. Eu não sou um robô, não sou uma pedra, sou uma pessoa que pensa pertencendo ao Cristo, olhando a sociedade contemporânea, as questões de hoje.

Por exemplo, a questão de como falar às pessoas, como dizer uma palavra que toque o coração. A questão sobre o desafio da missão, tal como ela é questionada será uma análise intelectual, missionária, sociológica, do mundo contemporâneo, porém secundária.

Um dia, um aluno de uma escola de engenharia da cidade de Lyon me questionou: "Como posso fazer para evangelizar na minha escola, onde há judeus e mulçumanos? Eu não posso chegar colocar a pessoa em um canto e dizer você precisa tornar-se cristão". Eu respondi: "a melhor forma de ser missionário, é deixar que o Missionário com "M" maiúsculo - o único Missionário - realizar toda a missão d'Ele em você.

No dia em que o Cristo tomar posse de toda a tua pessoa, segundo essa frase da segunda epístola aos Coríntios, que nós temos dentro de uma oração Eucarística; nossa vida não pertencerá a nós mesmos, mas àquele que é morto e ressuscitado por nós. Quando Ele cumprir toda a sua missão, no fundo do teu coração, de tua inteligência, tudo e tudo, você pode, então, ficar tranqüilo, pois as palavras serão adaptadas, sua presença será justa e as pessoas serão tocadas pelo teu testemunho.

Para mim, o primeiro desafio não é se fechar sobre uma política astuciosa, um plano original ou um novo método todo adaptado às novidades da sociedade contemporânea. Mas, antes de tudo isso, o importante é pertencer inteiramente ao Cristo - aí eu ficarei tranqüilo, pois Ele nos adaptará. Ele sabe quem somos, para que nos fez e qual é o dom de cada um de nós.

E mais: em minha opinião, Ele conhece e analisa a sociedade contemporânea melhor que nós. Isso para mim é o primeiro desafio: ouvir cada uma das suas palavras e compreendê-las.

Vou dar um outro exemplo. Quando Jesus diz "vocês vão receber uma força e serão minhas testemunhas aqui em Jerusalém e até as extremidades da terra", se eles fossem fracos e dissessem: "eu não irei, pois minha avó é velha, e tenho uma casa de férias perto de Jerusalém..." - coisas como essas; nós não seríamos evangelizados".

Portanto, eles compreenderam que essa palavra do Cristo os tirava da sua pátria, da sua família, de sua casa. Eles partiram em condições de viagem mais difíceis que hoje. Foram a Chipre, Grécia, Itália e desembarcaram na cidade de Marseille; subiram até Lyon, aqui na França e vieram com a sua cultura para dar unicamente uma coisa o Evangelho.

Agora, eu digo: se eu sou cristão é porque eles escutaram essa palavra do Cristo e a colocaram em prática. Eles sabiam que suas vidas pertenciam ao Cristo, por isso partiram. Não conheciam os habitantes dessa terra, nem conheciam o império romano, a mentalidade da época, quais eram os desafios culturais e contemporâneos da evangelização.

Eles sabiam de uma única coisa: que eles pertenciam ao Cristo e que, quando Cristo os enviava em missão, era preciso partir e anunciar o Evangelho. E eles partiram... Graças a eles, hoje eu sou cristão.

E como eu quero que as pessoas em 2005 sejam bem cristãs, eu não tenho outra solução do que fazer igual: partir hoje na rua, nas periferias, aos jovens, aos velhos, etc dizendo até que ponto eles são amados, até que ponto o amor de Deus chega até eles.

Hoje, em suas vidas, e no nosso mundo, no fundo, esse é o grande desafio da missão: fazer com que as pessoas compreendam que são amadas e até que ponto elas são amadas. Isso é o reconforto mais sólido e profundo.

Cardeal Philippe Barbarin

Que a Palavra de Deus esteja sempre em nossos lábios


No livro de Ezequiel, capítulo 37, lemos o que Deus está fazendo conosco. O Senhor dá ao profeta a visão de um imenso campo, repleto de ossos ressequidos e espalhados pelo chão. Acompanhe: “Então ele me disse: ‘Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel.’” (Ez 37,11a).

Hoje o Senhor nos diz: “Essas ossadas são sua família, sua casa. É o povo ao qual você pertence. São as pessoas que você ama que estão assim. Esta é a situação de sua nação, de tantos filhos e filhas da Igreja batizados que estão ao seu redor.”

Então ele me disse: “Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel”. Eles dizem: “Nossos ossos estão secos, nossa esperança acabou, estamos perdidos!” Por isso, profetiza e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus” (Ez 37,11-12a).

A primeira ordem do Senhor é esta: “Por isso, profetiza”. Devemos ter a Palavra de Deus em nossa boca. O Senhor quer que a pronunciemos para a graça acontecer. Se não o fizermos, ela não virá.

O Senhor nos ordena que pronunciemos Sua Palavra para que a ressurreição que Ele prometeu aconteça. Essas ossadas são nossa casa, nossa família, nossos filhos, nosso casamento, nossa situação. Essas ossadas somos nós mesmos e a situação do nosso povo. A verdade de Deus, a certeza que Ele semeou em nosso coração, é: “Teus mortos, porém, reviverão! Seus cadáveres vão se levantar! Acordai para cantar, vós que dormis debaixo da terra! Pois teu orvalho é orvalho de luz e a terra restituirá à luz seus mortos” (Is 26,19).

É uma certeza. Contudo, para que ela aconteça, é essencial que pronunciemos a Palavra de ordem do Senhor.


Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Plantando dá

 


Quem não planta também não colhe. Os frutos são consequência de um longo e determinado trabalho. Exige tempo, critério, fidelidade e insumos para que a produção tenha qualidade e quantidade. É o mesmo que acontece nos planos de Deus.

Imaginando uma videira verdadeira e com produção fecunda! Para isso ela tem que ser bem cuidada e podada no tempo certo. As uvas daí produzidas terão qualidade porque tudo foi bem planejado e trabalhado com responsabilidade pelo seu dono.

O Reino de Deus é a vinha do Senhor. Ela pertence a Ele. Quem não é dono e não cuida como dono, pode agir com infidelidade e com más pretensões. Isso pode acontecer com os missionários mal-intencionados, que em vez de construir, destroem a vinha do Senhor.

Outubro é o mês dedicado às missões na Igreja, de descoberta dos líderes religiosos para trabalhar nas comunidades levando a Palavra de Deus. O trabalho missionário deve ser cultivado. Ele exige dedicação. O cuidado da vinha é confiado aos missionários.

Como missionários, tenhamos em conta que somos servos e não donos da vinha. Os frutos devem ser entregues ao seu verdadeiro Dono. Nunca podemos usurpar o lugar de Deus. O próprio Jesus agiu como servo e não se apegou a nada que pertencia ao Pai.

Não é tão fácil ser verdadeiro e dedicado missionário. Isso exige exercício autêntico da justiça e do direito, porque o campo trabalhado pertence a Deus. O trabalhador tem que ter a sua mente identificada com a do Mestre, sendo fiel discípulo e missionário.

O itinerário missionário passa pelo relacionamento com Deus. Acontece na confiança e na intimidade com Ele. Mas é impossível se as preocupações materiais estiverem em primeiro lugar. O desapego dos bens terrenos fortalece o trabalho missionário.
Nem sempre nos preocupamos com aquilo que é mesmo essencial, com o testemunho de vida, por exemplo, agindo com pureza, honestidade, entre outros. Só teremos frutos saudáveis de vida e de paz na sociedade se plantamos e cuidamos bem da vinha do Senhor.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto