CONFIRA AS INTENÇÕES DE ORAÇÃO DO PAPA PARA O MÊS DE AGOSTO

As intenções de oração do Papa Bento XVI para o mês de agosto têm o foco na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2011 e nos cristãos do Ocidente.

ESTOU EM CRISE DE FÉ! O QUE FAÇO

Não existe solução fácil para problema difícil, mas se você rezar e se for acompanhado por alguém maduro só terá o que crescer.

PRECISAMOS SABER A HORA DE FALAR E A HORA DE CALAR

“Quem me dera que meu povo me escutasse” (Sl 80).

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Saiba mais sobre a vida deste jovem de Deus, que leva através do rádio a Palavra que educa e evangeliza!

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O JOVEM POETA! AOS 15 ANOS!

Olá amigo internauta meu nome é Joanderson Nunes Cardoso, sou o escritor que me apresentei no programa no dia 28, na quarta feira no programa. Quero agradecer a você, que valoriza a cultura em geral. Comecei a escrever com 10 anos de idade, lancei meu primeiro livro com 11 anos, o segundo com 12 anos e o terceiro com 13 anos. E hoje com 15 anos, sou escritor, compositor, ator, palestrante e flautista. E desde de pequeno sempre corri atrás dos meus objetivos, hoje tenho minhas poesias na internet pelo o blog do joaderson-nunes, lá tem um pouco da minha historia. Para entrar em contato comigo pelo o fone (88) 8863-4112 ou (88) 9245-3826, estou aberto para fazer palestra nas escolas e outros locais. Todos os sábados participo do programa comunidade padre Cícero em ação com Deus, todos os sabados de 10:30 a 12:00. O meu lema é estar sempre em ação para divulgar a cultura de todos os estilos. Quando a gente deseja alguma coisa é só correr atrás de nossos objetivos, porque quem luta consegue vencer, as dificuldades aparecem, mas elas logo vão embora quando você tem sede de vencer. Nunca desista dos seus sonhos, MEU BLOG ESTA A DISPOSIÇÃO PARA QUE VOCÊ ME DÊ SUJESTÕES. O custo do livro é 5,00 contendo 142 poesias de temas diversos. ESTOU ESPERANDO O SEU CONTATO E SE PRECISA DE UMA MENSAGEM DE PERCEVERANÇA EU TE DAREI, MUITO OBRIGADO A VOCÊ QUE LEU ESTA ENQUETE.

Ampliação do ano letivo em dez dias aumenta aprendizado do aluno em até 44%, diz estudo.


         O aumento de dez dias no ano letivo pode elevar o aprendizado do aluno em até 44% no período de um ano. É o que aponta estudo do secretário executivo da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Ricardo Paes de Barros. O trabalho levou o Ministério da Educação (MEC) a discutir a possibilidade de ampliar a carga horária mínima das redes de ensino, que hoje tem 800 horas distribuídas em 200 dias.

         Segundo Paes de Barros, a medida é importante para combater a desigualdade e tem efeito especial entre os alunos de baixa renda que não podem pagar reforço escolar ou contar com a ajuda dos pais, com baixa escolaridade, para aprender todo o conteúdo. “Ter férias muito prolongadas pode não ser a melhor ideia para um país que precisa acelerar seu desempenho em educação na velocidade em que o Brasil precisa.”

          A ideia de aumentar a permanência do aluno na escola foi apresentada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, na semana passada. Entretanto, o governo ainda não definiu como será feita a mudança – se por meio da ampliação da carga horária diária ou do número de dias letivos. O assunto está sendo discutido com os secretários estaduais e municipais de Educação.

          De acordo com Paes de Barros, não há estudos que comprovem cientificamente que o aumento do número de horas diárias tenha eficácia no aprendizado. Em termos de custos, ele ressaltou que pode ser mais vantajoso aumentar o número de dias, já que não é necessário ampliar ou melhorar a infraestrutura das escolas já existentes. Ele citou exemplos de países como Japão, Coreia do Sul e Israel, que têm anos letivos de 243 dias, 220 dias e 216 dias, respectivamente.

          Segundo Haddad, o governo trabalha com a ampliação máxima de 20 dias letivos no ano. Isso, acrescentou, não terá impacto na carreira do professor, que tem 30 dias de férias por ano, além de 15 dias de recesso. Mas não está descartada a possibilidade de, ao mesmo tempo, aumentar o número de horas por dia e de dias letivos por ano.

          “A qualidade da educação não vai vir por inércia, ela exige esforço. Acho que está mais do que na hora de rever a questão do número de horas por ano que a criança fica exposta ao professor. O que esse estudo mostra é que o impacto do aumento dos dias por ano é forte” defendeu o ministro.

Cerca de 200 mil jovens com deficiência estão fora da escola, diz MEC

          Quase metade das crianças e adolescentes (48%) com algum tipo de deficiência e que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) estão fora da escola. A proporção equivale a cerca de 200 mil jovens que deveriam estar estudando, mas não conseguiram vaga nas escolas ou as famílias não efetuaram a matrícula.
          Os números são do Ministério da Educação (MEC) que no dia (21 de setembro) lançou em Brasília a 2ª edição do Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas. De acordo o ministro Fernando Haddad, o grande contingente é fruto de problemas culturais (as famílias não têm a compreensão da necessidade e do direito de as pessoas com deficiência estudarem) e também da “falta de iniciativa” do Poder Público local.
          Haddad espera que as secretarias de Educação dos Estados e dos municípios busquem as crianças e os adolescentes que não estão na escola. “Eu tenho o cadastro de todas as crianças que recebem por lei um salário mínimo em virtude de uma deficiência [o BPC]. Eu tenho esse cadastro [da Previdência Social] e cruzo com o do MEC. Se eu não encontro a criança matriculada, eu tenho que visitar essa criança”, recomendou o ministro ao salientar que a busca ativa está sendo feita desde 2008. “Cem mil crianças já foram resgatadas com esse processo, nós temos que buscar essas 200 mil.”
           De acordo com a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), Cláudia Pereira Dutra, muitas famílias têm medo de perder o benefício ao matricular os filhos porque, na visão dessas pessoas, a frequência escolar seria a comprovação de que não existe invalidez. Cláudia afirma que não há essa possibilidade e esclarece que a Constituição Federal (Artigo nº 205) determina que a educação é “direito de todos e dever do Estado e da família”.
“Esse recurso [do BPC] é para promover a qualidade de vida das pessoas, entre eles, o exercício do direito à educação”, salientou.
          Segundo Cláudia, desde 2007, mais de 24 mil salas de recursos multifuncionais (com equipamentos, mobiliários, material para atendimento especializado) foram instaladas nas escolas públicas (investimento de R$ 150 milhões). Anualmente, o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) oferece R$ 100 milhões para a adequação física de escolas (construção de rampas, instalação de corrimão, adaptação de banheiros).
          Na opinião da secretária, além da adequação física e da formação dos professores, é fundamental a compreensão dos profissionais que atuam nas escolas de que muitas pessoas com deficiência necessitam do apoio de um acompanhante permanentemente – como parentes que possam ficar na escola para ajudar em atividades em sala, na locomoção, na alimentação e no uso dos banheiros.
          No ano passado, escolas públicas de 420 municípios de todo o país inscreveram 713 iniciativas para concorrer ao Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas. Uma escola em cada região foi premiada.          
          Este ano, o prêmio terá três categorias: escolas públicas (para experiências pedagógicas exitosas); secretarias de Educação (para gestão do sistema de ensino que gere inclusão); e estudantes de escolas públicas (para texto narrativo sobre o tema A Escola Aprendendo Com as Diferenças, que deve ser elaborado por estudantes dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio). O primeiro colocado recebe um notebook.
          As inscrições devem ser feitas até 31 de dezembro no site do MEC. Além das três categorias, a premiação fará menção honrosa à experiência pedagógica de educação infantil. “O estímulo nesta fase é fundamental para que o aluno não tenha dificuldade de adaptação no futuro”, aponta a secretária Cláudia Pereira Dutra.

REFORMULAÇÃO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

       
          A Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado aprovou ontem um projeto polêmico que reformula o Ministério da Educação. A proposta, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), institui o Ministério da Educação de Base, que cuidará apenas dos assuntos relacionados aos ensinos fundamental e médio.

          O projeto ainda repassa para o Ministério da Ciência e Tecnologia a educação de nível superior.
Com isso, todas as secretarias, departamentos, autarquias, fundações públicas e empresas públicas que atuam na educação superior para a pasta. Ficam de fora das mudanças, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), por exemplo.

          A proposta ainda terá que ser analisada pelas comissões de Educação, Cultura e Esporte e de Constituição e Justiça (CCJ), onde será analisado em caráter terminativo. Se aprovada na CCJ, segue para Câmara, se não houver recurso levando a discussão para o plenário.

          Um dos principais argumentos para a aprovação do projeto na comissão foi que o governo investe mais no ensino superior. "É preciso promover uma revolução na educação e a revolução começa com a criação do Ministério da Educação de Base".

MEC e Inep chamam universidades para ampliar Enem

      
        O Ministério da Educação quer aumentar a escala e o alcance do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por isso convidou as instituições públicas de ensino superior para participar da elaboração do banco de itens da prova a partir deste ano.

        Antes, as questões do Enem era feitas por professores ou especialistas contratados diretamente para a tarefa. Aumentar o número de questões disponíveis é importante, já que a pretensão do MEC e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) é aplicar duas edições da prova ao ano.
       Atualmente o Inep tem cerca de 10 mil questões no Banco Nacional de Itens (BNI) do Enem – a meta é chegar a 100 mil. Cada edição do exame é formada por 180 questões. As universidades federais, estaduais e municipais, além dos institutos federais de Educação Profssional podem se cadastrar para participar do edital a partir desta quarta-feira, 30. Elas serão pagas pelos itens elaborados, testados e aprovados. O investimento nesse projeto será de R$ 100 milhões.
      A ideia é aproveitar a experiência acumulada pelas universidades na elaboração dos seus vestibulares para “engordar” o BNI. “É importante envolver cada vez mais as instituições públicas de ensino superior [no Enem]. Elas vão compartilhar de forma mais sistêmica”, explica a presidente do Inep, Malvina Tuttman. Segundo ela, as instituições já demontraram grande interesse em participar do projeto. Elas deverão formar equipes para elaborar as questões nas quatro áreas que são avaliadas no Enem: linguagens e códigos, ciências da natureza, ciências humanas e matemática.
      Um banco de itens mais completo permitirá no futuro a informatização das provas do Enem. O ministro Fernando Haddad espera que esse modelo, já utilizado em países como os Estados Unidos, comece a sair do papel em um prazo de três anos. Pelo sistema CAT (Computer Adaptive Testing), o candidato faz a prova em um terminal capaz de gerar uma prova diferente para cada um. Isso é possível porque a metodologia adotada no Enem é a Teoria de Resposta ao Item (TRI), um modelo que atribui pesos diferentes às questões em função do número de erros e acertos obtidos pelos candidatos.
     “O desenho dessa sala de aplicação está em estudo e assim que for concluído vamos soltar um segundo edital para instituições que queiram se habilitar para aplicar o exame”, informou Haddad. Inicialmente essas salas vão servir para testar os itens que vão ser incluídos no BNI. “A informatização necessita da instalação de áreas próprias para aplicação do exame nesse formato, o que exige a aquisição de equipamentos próprios por parte daqueles que vão se habilitar. Não é só o terminal, mas toda uma infraestrutura de segurança”, explicou o ministro.
     De acordo com Haddad, o Inep ainda não definiu a partir de quando o Enem passará a ter mais de uma edição por ano. O mais provável é que o próximo edital já tenha a previsão da edição deste ano e de outra prova para o primeiro semestre de 2012. “Temos que dar início a esse processo”, afirmou.

MEC divulga última chamada dos aprovados no ProUni



O Ministério da Educação (MEC) divulgou neste domingo, 13, na internet a lista dos pré-selecionados em segunda chamada para receber uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni). Esta é a segunda etapa de inscrições para distribuição das 123 mil bolsas oferecidas para o primeiro semestre de 2011.

Os aprovados devem comparecer até 17 de março nas instituições de ensino para onde foram selecionados, a fim de comprovar as informações prestadas no processo de inscrição. A lista dos documentos que devem ser apresentados também está disponível na página do ProUni na internet.

Para receber uma bolsa do ProUni, é preciso ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou estabelecimento privado com bolsa integral. É necessário ainda ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, atingindo o mínimo de 400 pontos na média das cinco provas, e não ter nota zero em redação.

As bolsas integrais são destinadas aos alunos com renda familiar mensal per capita de até 1,5 salário mínimo. As bolsas parciais, que custeiam 50% da mensalidade, são para os candidatos cuja renda familiar mensal per capita não passe de três salários mínimos. O MEC não informa quantas vagas já foram preenchidas na primeira etapa de inscrições.

Os candidatos que não conseguiram bolsa nas duas etapas de inscrição participarão de uma lista de espera que será utilizada pelas instituições para preencher as vagas ociosas. Ela será formada por ordem de classificação em cada curso e turno e estará disponível pela consulta pelos estabelecimentos de ensino a partir do dia 21. Caberá às instituições convocar os classificados para comprovação dos documentos.

Filosofia: Ciência e Natureza


À evolução do pensamento humano dedicou a filosofia na atitude de compreender o mundo de forma racional, de modo diverso da recorrência ao imaginário, ao fantasioso, mas com exigente rigor, valorizando a totalidade, o conjunto, e em direção às raizes das questões.

Todo esse esforço da razão já desde tempos antigos provocaram, e não cessa ainda, a produção do novo, do moderno, em todas as dimensões do campo humano, sua vida econômica, social e política, cultural e religiosa.

A ciência contemplativa, passiva, apartada da prática tornou-se, no tempo moderno, ativa, interventora na ação humana à natureza o que corresponde ao desenvolvimento de inovadas técnicas no campo do fazer e na organização social, no campo do poder, permitindo o surgimento de uma ciência política, do modo liberal de organizar o estado e economia pressupondo a liberdade econômica e o chamado socialismo científico ordenando a sociedade nos moldes do governo da classe proletária.

Esta emergência da razão trouxe positivos progressos no que diz respeito ao domínio da natureza e na interpretação de suas leis proporcionando um avanço acelerado de mecanismos que superassem a dependência humana ao mundo natural.

Por outro lado a ideologia do progresso com a subjugação da natureza à razão também é motor da destruição ao meio ambiente e responsável da imprevisibilidade do comportamento dos fenômenos naturais que causam tragédias surpreendentes.

Desta forma, todo pensamento que se coloca na crítica e na discussão da prática humana buscando relacionar o

Agir ao sentido da existência considerando de igual forma os elementos constitutivos do homem moderno é colaborador desta urgente reforma ou revolução que reclama o planeta e a vida na Terra. Aqui filosofia, ciência e religião podem apontar caminhos alternativos na produção ou reafirmação de uma ética que indique à vontade humana de ser livre e racional mas comprometida com a vida integral , ou seja, na superação do particular pelo universal.

Ipea mede a percepção social sobre educação


O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou nesta segunda-feira, 28, às 10h, em Brasília, o Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre “Educação”. O indicador mostra a percepção dos brasileiros por região, faixa etária, raça ou cor, renda e sexo. O lançamento foi feito pelo coordenador de Educação do Ipea, Paulo Corbucci, em entrevista coletiva na sede do Instituto em Brasília (Setor Bancário Sul, Quadra 1, Bloco J, Edifício BNDES/Ipea, auditório do subsolo), com transmissão ao vivo, pela internet.

Na edição sobre educação, buscou-se captar a percepção atual da população em relação à educação pública, de forma geral, além da opinião sobre ações públicas entendidas como importantes para uma educação de qualidade: os Conselhos Escolares, o Programa do Livro Didático, o Programa da Merenda Escolar e o Programa Universidade para Todos, o ProUni.

SIPSO sistema de indicadores permite ao setor público estruturar suas ações para uma atuação mais efetiva, de acordo com as demandas da população brasileira. Já foram divulgadas edições sobre justiça, cultura, segurança, igualdade de gênero, bancos, mobilidade urbana, trabalho e renda, e saúde.
A pesquisa é feita presencialmente. Para a elaboração do indicador, foram ouvidos 2.773 brasileiros em todos os estados do País. A técnica usada é a de amostragem por cotas, que garante representatividade e operacionalidade e mantém a variabilidade da amostra igual à da população nos quesitos escolhidos. A margem máxima de erro por região é de 5%, e o grau de confiança é de 95%.

A IDEOLOGIA E A CONTRA-IDEOLOGIA

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

            Nossos jovens estão de volta às aulas. A abertura do ano escolar é sempre uma festa de alegria, de fé e de esperança. É com esse sentimento que saúdo os estudantes, seus pais e, muito especialmente, todos os professores brasileiros.

            Estou aqui para reafirmar o meu compromisso com a melhoria da educação e convocar todos os brasileiros e brasileiras para lutarmos juntos por uma educação de qualidade. Vivemos um momento especial de nossa história. O Brasil se eleva, com vigor, a um novo patamar de nação. Temos, portanto, as condições e uma imensa necessidade de darmos um grande salto na qualidade do nosso ensino. Um desafio que só será vencido se governo e sociedade se unirem de fato nesta luta, com toda a força, coragem e convicção.

            Nenhuma área pode unir melhor a sociedade que a Educação. Nenhuma ferramenta é mais decisiva do que ela para superarmos a pobreza e a miséria. Nenhum espaço pode realizar melhor o presente e projetar com mais esperança o futuro do que uma sala de aula bem equipada, onde professores possam ensinar bem, e alunos possam aprender cada vez melhor. É neste caminho que temos que seguir avançando com passos largos.

            É hora de investir ainda mais na formação e remuneração de professores, de ampliar o número de creches e pré-escolas em todo o país, de criar condições de estudo e permanência na escola, para superar a evasão e a repetência. E, muito especialmente, acabar com essa trágica ilusão de ver aluno passar de ano sem aprender quase nada.

            É hora de fazer mais escolas técnicas, de ampliar os cursos profissionalizantes, de melhorar o ensino médio, as universidades e aprimorar os centros científicos e tecnológicos de nível superior. É hora de acelerar a inclusão digital, pois a juventude brasileira precisa incorporar, ainda mais rapidamente, os novos modos de pensar, informar e produzir que hoje se espalham por todo o Planeta. Em suma, esta é a grande hora da Educação brasileira. Isso só será possível se cada pai, cada aluno, cada professor, cada prefeito, cada governador, cada empresário, cada trabalhador tomar para si a tarefa de acompanhar, discutir, cobrar, propor e construir novos caminhos para a nossa Educação. Como Presidenta, como mãe e avó, darei tudo de mim para liderar esse grande movimento.

            Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

            Pouco mais de um mês depois de assumir a Presidência, tenho algumas coisas a anunciar na Educação. Vamos lançar, ainda neste trimestre, o Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica, o Pronatec, que, entre outras vantagens, levará ao ensino técnico a bem-sucedida experiência do ProUni.

            Estamos também acelerando a implantação do Plano Nacional de Banda Larga, não só para que todas as escolas públicas tenham acesso à internet como, também, para que, no médio e longo prazos, a população pobre possa ter internet em sua casa ou no seu pequeno negócio a preço compatível com sua renda.

            Informo, também, que o governo está tomando medidas para corrigir e evitar falhas no Enem e no Sisu, pois é fundamental aperfeiçoar e aumentar a credibilidade destes instrumentos, que são muito importantes na avaliação do aluno e da escola e, portanto, na melhoria da qualidade do ensino.

            Para concluir, reafirmo que a luta mais obstinada do meu governo será o combate à miséria. Isso significa fortalecer a economia, ampliar o emprego e aperfeiçoar as políticas sociais. Isso significa, em especial, melhorar a qualidade do ensino, pois ninguém sai da pobreza se não tiver acesso a uma educação gratuita, contínua e de qualidade. Nenhum país, igualmente, poderá se desenvolver sem educar bem os seus jovens e capacitá-los plenamente para o emprego e para as novas necessidades criadas pela sociedade do conhecimento.

            País rico é país sem pobreza. Este será o lema de arrancada do meu governo. Ele está aí para alertar permanentemente a nós, do governo, e a todos os setores da sociedade, que só realizaremos o destino de grandeza do Brasil quando acabarmos com a miséria.

            Sem dúvida, essa é uma tarefa para toda uma geração. Mas nós temos determinação para realizar a parte importante que falta, para que a única fome neste país seja a fome do saber, a fome de grandeza, a fome de solidariedade e de igualdade. E para que todos os brasileiros possam fazer da educação a grande ferramenta de construção do seu sonho.

            Muito obrigada e boa noite.

Um discurso contra-ideologia
Meus amigos e amigas, leitores desta singela reflexão... não é de hoje que ouvimos tantos absurdos no trato com a educação deste país. Para os leigos em matéria de educação, a presidenta como ela  quer ser chamada, disse tudo e mais um pouco, parece que existe a idéia de que agora vai. Encontramos alguém que vai salvar este país da ignorância. Sinto muito ser pessimista para muitos, mas vou discordar veementemente de nossa presidenta neste pequeno esboço de crítica.
Para o termo ideologia que utilizamos no título, existem algumas conceituações, porém iremos nos deter ao conceito que diz: um conjunto de idéias difundidas até de forma lógica, porém falsa em essência, pois sua intenção é mascarar a realidade dos fatos. O ideólogo que manipula o discurso tem o poder cultural e político de contar mentiras de forma convincente (conceito nosso).
Falar que a escola deve ser assim ou assada todo mundo sabe dá pitaco! Resumi o problema educacional deste país à dimensão pedagógica é muito fácil. Dizer que educação é a redentora de um país é o melhor caminho para esconder os motivos reais da pobreza, da violência, da falta de solidariedade, etc... sinto muito presidenta... o problema é político! Não dá pra sociedade se envolver a tal ponto como a senhora o quer, pois o dever do estado é promover uma educação humanizadora, cidadã, crítica e científica. E onde é que isso acontece? Na escola! E que tipo de escola (se é que podemos chamar estes prédios mal projetados e mal construídos em sua grande maioria de escolas) temos hoje presidenta? Com estes princípios citados acima ou com os princípios de meritocracia, da competitividade, da produtividade pela produtividade?
Não existe a possibilidade de termos neste país uma maioria de crianças e jovens apaixonados pelo saber! Pois ele (o saber) é descartável, desumaniza, não gera solidariedade, pois os estudantes são seriados, enquadrados em disciplinas fechadas, são objetos da ação pedagógica autoritária e irresponsável, são constantemente peneirados nos vestibulares e Enem, tornamos os estudantes mais concorrentes ou em recursos humanos, do que em seres humanos.
Não dá para construirmos uma casa bonita e sólida, quando começamos por cima, negligenciando a base, o chão onde queremos fixar-nos! Na educação é a mesma coisa...  é preciso começar pelos educadores!  São eles que irão construir essa casa que desejamos, são eles os trabalhadores, mestres neste ofício. Primeiro se pensa e educa o educador que queremos. É preciso dá sentido ao ofício de educar! É preciso valorizar! São pessoas! Não são só professores! São mediadores de cultura! Nada supri uma positiva imagem de educar e do educador! Só os loucos chamam leigos para construir a sua casa! Quando é que primeiro iremos pensar em nossos educadores e com eles construirmos nossos projetos educativos? Ninguém os houve! Por quê? Não são capazes de buscar soluções para os problemas educacionais deste país? O modelo gestor ou governante – pensador e o professor – executor ou fazedor não responde mais as exigências da real ou reais situações das escolas.
Vivemos um tempo em que reina na educação o pensamento tecnocrático. Está na moda os cursos técnicos, as faculdades rápidas, o aligeiramento da formação, quem vende mais educação em menos tempo, o pronatec (o Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica). Tudo isso e muito mais está acima de qualquer outro princípio ou dever da educação. Alias, não existem outros objetivos que se queira com a educação do povo que não seja o seu analfabetismo funcional. Infelizmente, é só isso que temos para o pobre, uma educação pobre e funcional.
Tendo você lido esta crítica feita ao discurso vazio e sem soluções reais de nossa nova presidente em matéria de educação, pergunto: você percebe que na grande maioria das falas de quem está no poder nunca ou quase nunca ouvimos o que queremos ouvir e sim o que eles acham mais conveniente falar?  Tenhamos cuidados trabalhadores da educação! Temos que ter os dois ouvidos bem abertos para as falas e os dois olhos para ver o mundo, para nos perguntarmos quais nossos reais desafios e quais as mais adequadas soluções que resolverão estes mesmos desafios pela raiz!
Pois o que está prescrito nos planos, leis, discursos, estatísticas... não vem correspondendo a realidade! É preciso resolver os dilemas da vida do educador! Eis o fundo do posso! Como dizem: o buraco é mais embaixo e não na colocação de banda larga nas escolas. Presidenta... por favor diga a verdade verdadeira!!!!!
PAULO ROBERTO: PEDAGOGO

“A EDUCAÇÃO MEDEIA A PRÁTICA REAL DOS HOMENS!”


O ser humano em sua tríplice dimensão: produtiva, político-social e simbólica é sujeito de reprodução e criação da sua existência, ou seja, para perpetuar sua vida é capaz de não só existir, produzir, conviver ou organizar-se em sociedade. Tem capacidade também de preparar as novas gerações para que continuem o processo de desenvolvimento da sua espécie. E a isso chamamos de educação. Forma pela qual uma sociedade situada em um tempo e espaço se utiliza para produzir e reproduzir permanentemente sua existência. Em cada tempo e sociedade a educação é um fenômeno singular. Ela é responsável pela manutenção-transformação da sociedade, pois está atrelada a interesses de classes antagônicas.
Em relação à tríplice prática humana, a educação medeia essa existência, porque num modelo de sociabilidade capitalista; os indivíduos são formados segundo necessidades econômico-ideológicos direcionando-os para um certo tipo de trabalho, justificando assim o verdadeiro motivo pelo qual o homem submete seu semelhante a seus interesses, independentemente do tipo e nível da sua educação. Isso porque a educação apresenta-se sob duas formas na existência humana segundo está na obra do Álvaro Vieira Pinto: Sete lições sobre educação de adultos (1993):
 Não-formal: sob esta forma, o autor chega a discriminá-la como processo “autêntico” ou “verdadeiro”. Está relacionada à existência não-escolar do homem. Ou seja, diz respeito às práticas cotidianas do ser, sua forma de pensar, de conviver, seus valores, costumes, comportamentos, aprendizagens e formas de ser e agir construídos pela própria experiência no e com mundo. Assim como este pensador, o Carlos Rodrigues Brandão em sua obra: O que é educação (1981) cita já no início deste trabalho, que “ninguém pode escapar da educação”. Na educação não-formal o homem a todo o momento está recebendo influências e influenciando. A diferença fundamental desta, para a educação formal é que estas recíprocas influências acontecem de maneira não-sistemática. Por exemplo: o pai; quando ensina o filho a jogar bola ou a pescar, a mãe; quando ensina a filha a cozinhar, a comportar-se perante a mesa, quando os meios de comunicação interferem na maneira de ser e de agir das pessoas, isto é educação e até aquilo que é visto como má-educação como atitudes agressivas, palavrões, falta de etiqueta, indisciplina, etc., tudo é produto educacional. Ou seja, aqui educação “é toda e qualquer aprendizagem”.                  
Formal: A educação aqui é um processo sistemático, intencional, que acontece em lugar pensado e preparado para se alcançar os fins desta modalidade educacional. Que para o Álvaro Vieira Pinto (1993) é um processo “restrito”. Educação aqui é sinônimo de instrução. Para tanto, exige um profissional capacitado, que domine uma certa área de conhecimento e as ferramentas pelas quais se facilitará o processo educacional escolar. Poderíamos dizer que a “educação formal é um processo sistemático de produção do homem” já aqui existe uma série de preocupações e predisposições para que aconteça de fato a aprendizagem. Estamos falando da transmissão-apropriação-reconstrução de um conhecimento denominado de científico. E não de uma socialização do senso comum.
A educação formal medeia à prática real dos homens, porque é através dela que o homem no domínio dos conhecimentos, apropriados durante os anos escolares tem maiores possibilidades de fazer parte do mundo do trabalho, vivendo do fruto deste, de galgar status, de socializar-se e realizar-se como pessoa. A apropriação desta educação científica é encarada hoje como direito inalienável do ser humano, portanto é dever do estado prover através dos seus “aparelhos ideológicos principais” [as escolas], a socialização dos conhecimentos imprescindíveis para a “formação” dos seus indivíduos. Tanto que para os órgãos nacionais e internacionais medirem o grau de desenvolvimento seja de um município, estado ou nação, um dos aspectos fundamentais é verificar o nível de instrução do povo.
Porém, a educação também é um fenômeno “contraditório” como assevera o Álvaro Vieira Pinto (1993). E pode estar a serviço de uma determinada ideologia, que procura conservar o status de poucos em detrimento de muitos, que além de não possuírem os meios de produção da sociedade... O conhecimento que possuem não lhes foi socializado de maneira igualitária, como afirma Dermeval Saviani em sua obra A Pedagogia Histórico-Crítica: Primeiras aproximações (1992).
O Carlos Rodrigues Brandão (1981) neste sentido, diz que a educação possui uma “força” que lhe é inerente, mas, também uma “fraqueza”. Para ele a educação mais do que pensar tipos de homens, ela os cria, e esta é a sua força. Todavia pode estar à serviço de interesses políticos e econômicos. Mascarando através de discursos e práticas da ação pedagógica, ideologias que procuram submeter e convencer os indivíduos a aceitarem a “ordem social” que está posta, como uma verdade e única possível. E nisto consiste a sua fraqueza!    
Finalmente, nossa compreensão sobre o fenômeno educativo provavelmente deve ter ampliado-se. Passamos agora a perceber que educação não está limitada a processos de escolarização e de transmissão-produção de conhecimentos científicos. Ela acontece a todo momento e em todo lugar. Sendo, portanto, processo que medeia a prática real dos homens, independentemente do tipo de educação que este possua e do produto final deste processo (positivo/negativo), seja ele desejável ou não para o indivíduo, seja para o todo social.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 Álvaro vieira Pinto: Sete lições sobre educação de adultos, 1993.
 Carlos Rodrigues Brandão: O que é educação, 1981.
 Dermeval Saviani Pedagogia Histórico-Crítica: Primeiras aproximações, 1992.

A Educação do mercado


A educação Escolar é o processo formal (dentro claro de uma vertente crítica), ligado a interesses de classe que tem o objetivo maior a: manutenção-transformação de uma determinada sociedade, situada em um determinado tempo. Partindo desta afirmativa poderemos esboçar agora nosso pensamento diante do caos que se instaurou na educação de nosso país. Para nós, que estudamos com afinco a educação, percebe-se que estamos anos-luz de atingirmos nossos ideais quando pensamos a prática real da educação e o que está prescrito na lei e nas produções cientificas de tantos bons autores em tantas dimensões que interferem e são interferidas pelo ato de educar.
Enquanto continuar sendo transferida a responsabilidade em cuidar da educação a empresários, partidos políticos, em geral a iniciativa privada e o pior de todos, a pessoas que não entendem e nem querem entender de educação, viveremos vendo morrer aos poucos a nossa educação. Diante de tantas observações feitas, estudos realizados, anotações e produções com o intuito de averiguar em que grau de desenvolvimento em educação(educacional) estamos, preocupo-me bastante, pois é visível o descaso com a “coisa-educação” pública! Não é possível que sejamos um país desenvolvido economicamente(em desenvolvimento) e não tenhamos aprendido a socializar igualitariamente os bens culturais desta nação tão rica de belezas naturais e tão bela em diversidade cultural. Por que será que nossos índices caem tanto nas pesquisas internacionais? Por que há tanta desigualdade regional em matéria de educação? Por que ha tantos reprovados nos finais de ano letivo? Por que as crianças e jovens não estão mais dando a educação o valor que ela tem em suas vidas? Existiriam dezenas e dezenas de perguntas a serem feitas aqui... mas, todas levariam a uma só resposta: a educação está em tanta evidencia nesta sociedade que muitos acreditam ser a do conhecimento, que ela foi banalizada!
Prestemos atenção, quando falam em educação, quase sempre falam em algo que virou moeda de troca, que pode ser mercantilizada, que precisa ser funcional, que o menos possível de conhecimento e conscientização são o ideal. A educação na era das máquinas avançadas e do “conhecimento” é sinônimo de treinamento e domesticação.
Segundo o filósofo Paulo Ghiraldelli Junior, a função da filosofia da educação está em desbanalizar o que se tornou banal. E de fato a educação em sua origem esteve antes de qualquer coisa atrelada à formação do ser como um todo, hoje, as dimensões múltiplas do ser estão suprimidas, no menos segregadas, pois o foco que a educação formal foi levada a aderir é o mesmo foco do mercado competitivo. Portanto, a verdadeira educação foi banalizada, vulgarizada, violada, negada... tudo em prol de seres-recursos-humanos mais competentes, empreendedores, treinados, eficientes e com muitas outras características exigidas pelo capital, produzidas e legitimadas  também no interior de nossas escolas. Em especial, nas escolas públicas, para o público pobre. Pois como assevera Althusser: a escola é o aparelho ideológico mais poderoso do estado. 
De certa forma é até engraçado, se não fosse trágico pensar assim: “para o capitalismo, nada se perde, tudo se recicla.” Na escola que temos, legitimadora da lógica do capital, tanto faz se ela funciona como não. Se o garoto não aprende, será colonizado, se aprende, além de colonizado, defenderá a ideologia do seu colonizador. Trocando em miúdos a mensagem que quer passar Gaudêncio Frigotto em sua obra: A Produtividade da escola Improdutiva... se a escola não garante a aprendizagem do saber científico (se é que o quer!), ao menos, garante mentes sempre dispostas a obedecer e a tudo topar por um lugar ao sol!
A Educação do mercado, é aquela educação dos modismos pedagógicos, do cientificismo, que se diz a educação do futuro, é a educação meritocrática, “bancária”, elitizada, preparadora de competidores para vestibulares, ela é classista, porque a sociedade é classista e exige dela pessoas que a perpetue com discursos e práticas.
Como fazia Paulo Freire, precisamos de uma educação que seja prática da liberdade. Que eduque sem roubar a autonomia dos educandos, que se preocupe com o futuro das crianças e dos jovens, sem negar-lhes o presente que é dádiva. Uma educação que conscientize para a cidadania no mundo com a vivência da cidadania na escola.  Uma educação que seja humana. Uma educação que também produza ciência. Pois a escola não é um ambiente da hegemonia da classe dominante sobre a classe dominada. Mas sim, lugar de resistência, de conflito, de produção de uma contra-ideologia.
É preciso ter em mente que quem produz os sistemas são os homens. E se esses sistemas não respondem mais aos interesses do bem-estar comum, eles devem ser mudados pelos próprios homens, seus criadores. A educação é um bem social, não é privilégio em essência, se tornou privilégio através do autoritarismo e ganância de homens.
Por isso não cabe a ninguém que respeita o homem e a educação, aceitarem os discursos fatalistas e imobilizantes, que negam a possibilidade da mudança e apagam a esperança dos olhos daqueles que com a ajuda da escola, sem sombra de dúvidas, poderiam voltar a sonhar e a arregaçar as mangas na construção de outro tipo de sociedade, que não seja a do mercado competitivo e excludente.
PAULO ROBERTO LEAL - PEDAGOGO